Sem merenda e estrutura: MPF investiga irregularidades em escolas de comunidade no interior do Amazonas
Benjamin Constant, município da região do Alto Solimões no Amazonas. Rôney Elias/Rede Amazônica O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Inquérit...
Benjamin Constant, município da região do Alto Solimões no Amazonas. Rôney Elias/Rede Amazônica O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Inquérito Civil para investigar a falta de estrutura e recursos básicos necessários para o funcionamento das escolas da comunidade de Feijoal, em Benjamin Constant. A decisão foi divulgada na edição n° 149/2026 do Diário do Ministério Público Federal Eletrônico (DMPF-e), publicado nesta terça-feira (18). A publicação aponta irregularidades na estrutura das escolas, falta de merenda, equipamentos e condições básicas de funcionamento das instituições de ensino. O nome e a quantidade das escolas não foi divulgado. O procedimento foi registrado na Procuradoria da República no Município de Tabatinga (AM). Segundo o documento, o objetivo do inquérito é apurar as condições das escolas da comunidade e reunir novas informações e provas sobre a situação das escolas que possam embasar as medidas que eventualmente sejam adotadas pelo MPF. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Como parte da investigação, o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal determinou o cumprimento de investigações previstas em despacho anterior. Agora no g1 Feijoal sofre com falta de recursos Feijoal é a maior comunidade indígena do município de Benjamin Constant, no Alto Solimões. De acordo com dados mais recentes da Funai, a comunidade possui 4.510 habitantes da etnia Ticuna, a mais numerosa da região da Amazônia Brasileira. A comunidade historicamente sofre com a falta de abastecimento de água potável, saneamento básico, e recursos para o funcionamento da saúde, educação e segurança pública. A situação de Feijoal é dificultada pelo isolamento. A comunidade, assim como outras da região do Alto Solimões, é fiscalizada por órgãos públicos federais localizados no município vizinho de Tabatinga, e o acesso é possível exclusivamente por barco. Em visita realizada em outubro de 2025, o MPF colheu relatos sobre a falta de água potável e quantidade insuficiente de merenda para os estudantes de Feijoal, além da necessidade de comer no chão por falta de estrutura.